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Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade TDAH

Além do Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade há uma série de comorbidades associados à patologia: transtornos de ansiedade, de humor, transtorno opositor desafiador, entre outros.

O que preciso saber sobre Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade.

O Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) é um dos Transtornos do Neurodesenvolvimento com significativa expressão diagnóstica, na população infanto-juvenil recebida no atendimento ambulatorial em saúde mental. O distúrbio é caracterizado por uma tríade de sintomas de hiperatividade, desatenção e impulsividade.

Do ponto de vista clínico classificamos em três subtipos:

  1. Predominantemente desatento.
  2. Predominantemente hiperativo/impulsivo
  3. Combinado.

No grupo de pacientes desatento, por exemplo, observamos limitações em domínios cognitivos: atenção seletiva e sustentada, funções executivas, entre outros, assim como, dificuldades comportamentais, nas relações sociais, e habilidades emocionais.
Constata-se então a dificuldade do indivíduo no desempenho de tarefas que exijam engajamento por maiores períodos de tempo, impactando diretamente a realização de tarefas, resolução de problemas, automonitoramento, enfim, a qualidade de vida do indivíduo.


Pode-se inferir então, que o impacto do TDAH na vida de seus portadores é significativo, principalmente nos ambientes escolar e familiar. Observa-se ainda que, com frequência, crianças e adolescentes com TDAH apresentam outro transtorno associado à patologia central, nomeados comorbidades, seriam estes: transtornos de ansiedade, de humor, transtorno opositor desafiador, entre outros.

Diante deste quadro, faz-se necessário que diagnóstico e intervenções adequadas sejam realizadas para que o indivíduo possa desenvolver suas potencialidades cognitivas, sociais, comportamentais, emocionais de maneira ampla e singular.
O acompanhamento Médico, Psicológico, Psicopedagógico são fundamentais e devem ser disponibilizados para a criança ou adolescente, onde família, escola e profissionais especializados possam dialogar, convergindo seus esforços para os melhores tratamentos.  

Nós do Espaço Figueira Branca possuímos uma equipe capacitada e treinada a fazer o diagnóstico e o acompanhamento das pessoas com estes transtornos bem como orientar os familiares e responsáveis de como ajudar aqueles que padecem do TDAH e de outros transtornos mentais.

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Automutilação e adolescência: papel das redes sociais

De 13 a 23% do adolescentes apresentaram automutilação não suicida nos EUA.

Em artigo anterior procurei estabelecer um panorama geral do que é automutilação e suas características clínicas. Hoje vou falar sobre o impacto destes sintomas numa população especial que são os adolescentes e suas relações com as redes sociais.

Automutilação e adolescência

A automutilação nos adolescentes tem início por volta dos 12 aos 14 anos e tem como intenção lidar com sentimentos como tristeza, angustia, ansiedade e até mesmo confusão mental. Pesquisas realizadas nos Estados Unidos apontam que de 13 a 23% dos adolescentes apresentaram automutilação não suicida.
A adolescência é um período de mudanças pessoais, comportamentais e de processamento neuropsiquiátrico chamado de poda. Este processo consiste na reformatação do cérebro de uma criança/adolescente para se tornar um cérebro adulto. Entende-se por cérebro adulto aquele capaz de lidar com os desconfortos inerentes a vida, cumprir regras, se submeter a normas e ser capaz de conviver em sociedade.
Porém, temos visto em nossa população de adolescentes dificuldades em se desenvolver adequadamente para um cérebro adulto. Aqui gostaria de apontar um estímulo ambiental que poderá interferir neste amadurecimento: as redes sociais.

As Redes Sociais

Podemos dizer que as redes sociais podem ajudar como também prejudicar levando ao aparecimento das automutilações bem como em sua manutenção. Ao se conectar nessas mídias com o intuito de descobrir o universo de pessoas que possuem o mesmo comportamento de automutilação, o adolescente encontra um ambiente que pode estimular a repetição do comportamento ao invés de trazer explicação e alívio para enfrentar esta doença. A visualização de conteúdos de automutilação pode ser um comportamento reforçador e levar a um gatilho na repetição deste comportamento.
Portanto, sites ou conteúdos de mídias digitais que contenham automutilação ou estímulos ao suicídio elevam em até 11 vezes a chance do adolescente se mutilar. E a partir desta evidência, o ciclo de vergonha com o corpo ferido associado a sentimentos de angustia e ansiedade perpetuam este comportamento com desfechos imprevisíveis.

Como ajudar

Para desmistificar o tema, seguem algumas orientações em como podemos ajudar estes jovens:

  • Explicar ao adolescente de que ele não está sozinho. Estimular a procurar um profissional de confiança para relatar o problema e ser encaminhado para tratamento.
  • Que apesar de estar passando por um momento difícil em sua vida, encorajar o adolescente a melhorar.
  • Descobrir o que estressa o adolescente e que pode levar a automutilação. Estimular o adolescente a pensar em outras coisas que façam evitar a automutilação.
  • Procurar ajuda profissional especializada. Estes profissionais são psicólogos e psiquiatras especializados no atendimento de adolescentes que ajudarão a diagnosticar e tratar os comportamentos de automutilação bem como outros quadros associados como ansiedade, depressão, transtorno de personalidade, transtorno afetivo bipolar entre outros.

Nós do Espaço Figueira Branca possuímos uma equipe capacitada e treinada a fazer o diagnóstico e o acompanhamento das pessoas com estes transtornos bem como orientar os familiares e responsáveis de como ajudar aqueles que padecem da automutilação e de outros transtornos mentais.

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Filme Coringa: do cinema à psiquiatria – parte 1

Temos ouvido muito falar sobre o filme Coringa que está em cartaz nos cinemas. Esta obra prima, como muitos falam, tem despertado opiniões acaloradas e dilemas, sejam pelos aspectos científicos ali apresentados ou pela interpretação magistral de Joaquin Phoenix. Para além da imagem do filme, podemos colaborar com algumas reflexões relacionadas aos aspectos científicos.

  • Primeiro: o Coringa sofreu abuso físico e psicológico quando criança pelos pais. Aqui devemos esclarecer que uma criança exposta a qualquer tipo de abuso, pode, na vida adulta, desenvolver transtornos mentais, como: ansiedade, depressão, quadros psicóticos e dependência a álcool e drogas.
  • Segundo: seu riso descontrolado e sarcástico. Em umas das cenas há uma passagem subliminar onde o protagonista sofre uma lesão na cabeça quando preso a um aquecedor. Riso incontrolável ou inadequado pertence a uma condição neurológica rara chamada Síndrome Pseudobulbar. É uma alteração de circuitos neurais que podem ter origem em doenças como epilepsia, tumores cerebrais, doenças desmielinizantes (como esclerose múltipla e esclerose lateral amiotrófica) e sequelas de Acidente Vascular Cerebral, bem como em alguns estágios da doença de Alzheimer.

A arte do cinema pode nos levar a imaginar que o trauma na cabeça favoreceria o surgimento da Síndrome Pseudobulbar. Neste caso, a relação causal é pequena, mas nos faz questionar.
Se a causa das risadas são decorrência da Síndrome Pseudobulbar será interpretação pessoal de cada um. O que sabemos é que as situações sociais vividas pelo Coringa, a dificuldade das pessoas compreender este descontrole do riso (motivados por situações de estresse), as agressões recebidas por causa das risadas, reforça a criação do comportamento violento.

  • Terceiro: seria o Coringa portador de uma doença mental? Nas cenas de delírios e alucinações interpretadas por Phoenix podemos afirmar que sim, principalmente quando ele nos revela que interrompeu o uso de seus medicamentos controlados. A maestria da arte do cinema se manifesta quando o ator elabora e executa seu descontrole bem como seus delírios e alucinações vividos pelo personagem.

Para finalizar, ele é um Psicopata? A doença mental o tornou violento e agressivo? A Síndrome Pseudobulbar (risos incontroláveis) poderia ser a causa do comportamento antissocial? Iremos responder estas questões na parte 2 deste artigo.

Gostou deste artigo? Compartilhe! Somos uma clínica especializada em atenção à saúde mental e dependência química. Visite-nos nossas redes sociais ou entre em contato conosco, assim poderemos lhe orientar e ajudar na sua necessidade. Até a próxima semana!

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Bullying: o que os pais precisam saber

O Bullying desencadeiam repercussões no desenvolvimento psicológico e escolar dos adolescentes.

O bullying é tema presente e recorrente em todos os ambientes escolares. Trata-se de comportamento violento mediante uso de força física ou psicológica, através de intimidação, dominação, coerção ou segregação a fim de provocar domínio na esfera social ou política.
Os pais e responsáveis devem estar preparados para lidar com este tema pois desencadeiam repercussões no desenvolvimento psicológico e escolar dos adolescentes. O bullying pode estar presente como manifestação cultural em outros ambientes além da escola, como na família e locais de trabalho. Para tanto, também devem ser combatidos.

Este post possui o intuito de trazer orientações aos pais e responsáveis em como lidar com situações de bullying com seus filhos nas escolas e no quotidiano.

  • O primeiro passo é o reconhecimento do bullying.
    Consiste de comportamento agressivo repetitivo ou segregador, provocado por uma ou mais pessoas com a finalidade de causar desconforto ou provocar lesão física e podem incluir xingamento, gestos obscenos, provocações maliciosas, exclusões sociais, ameaças, chutes empurrões e até mesmo asfixia.
  • O segundo passo é identificar as possíveis vítimas.
    São na maioria adolescentes vulneráveis que se apresentam como diferentes, tímidos, deprimidos, menos populares e sendo reconhecidos como fracos, passando a ser alvo preferido do agressor. As meninas são duas vezes mais propensas a sofrer bullying do que os meninos. Os jovens LGBT estão em risco especial, com um percentual de 85% de terem sofrido agressões verbais e 40% sofrido agressões físicas.

Os pais e responsáveis devem atuar nas seguintes vertentes:

  1. Conversar sobre o tema o mais cedo possível de maneira assertiva e direcionada para evitar a repetição do comportamento violento.
  2. Ensine seus filhos a expressarem os sentimentos para a partir daí ensiná-los a se defenderem das ameaças e agressões.
  3. Os pais e responsáveis devem ter um comportamento de manifestação contrária ao presenciar um bullying.
  4. Ouça e apoie os adolescentes que vierem a relatar sinais de bullying. É preciso reconhecer que não é fácil falar sobre agressão quando se faz parte do contexto histórico.
  5. Reconheça sinais de depressão nos seus filhos. É comum o desenvolvimento de depressão após várias ameaças ou sofrimentos repetitivos de bullying.
  6. Estimule seus filhos a lidar com o agressor mediante comunicação e pedido de auxílio de um supervisor ou professor da escola.
  7. Participar junto com a direção da escola de políticas e ações contra o bullying.

E por fim, precisamos ficar atentos sobre a nova forma de bullying que está afetando nossos filhos em qualquer ambiente social e a todo instante. Refiro-me ao Cyberbullying que consiste na versão digital mediante uso de redes sociais dos comportamentos de bullying e será matéria de outro post da nossa Clinica.

Nós do Espaço Figueira Branca pretendemos com estes posts levar informação técnica adequada. Em nossa assistência desenvolvemos atividades que permitem criar um ambiente de atendimento aos pais, aos responsáveis e aos adolescentes, juntamente com a nossa equipe multissistêmica, habilitada e capacitada a auxiliar nos desafios atuais do bem-estar mental de todos.

Quer saber mais? (11) 38339620 / (11) 947437132 WhatsApp.